DAD L.A.F. – A saga do upgrade em 7 dias
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Por cada dia ficar mais assombrado com o que essa caixa pode fazer, vou brincando com upgrades sem a mínima pressa e um dia vou descobrir o limite dela pois até hoje, não tenho a mínima ideia de onde podem chegar e verdade seja dita, um dia também espero dar esse louco e divertido trabalho como encerrado, pois como dizem, a fila tem que andar.

Para quem não sabe L.A.F. vem do curioso nome que dei, Line Array Fidelity para uma caixa que fiz alguns anos atrás e que nunca terminei, detalhes da construção e topologia podem ser conferidos aqui.

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Eu havia planejado um grande upgrade com a intenção de poder apresenta-las 100% no evento DIY FEST (confira aqui) que aconteceu no final de Maio no Rio de Janeiro, mas definitivamente deu tudo errado, quer dizer, em parte e irão entender a loucura nesse meu post. Planejei um crossover ativo dedicado para elas de alta qualidade e o Nabuco executou de maneira brilhante como pode ser conferido aqui:

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O evento seria no Sábado e eu peguei o crossover ativo com o Miguel apenas na quarta o que seria ótimo se as caixas estivessem prontas e somente na espera do referido crossover.




No UP das caixas havia a previsão de troca dos 24 mids por algo realmente maravilhoso, feito pela NAR que ao meu ver, briga com qualquer importado. Os caras fizeram um trabalho digno de referência e até reverência, podem acreditar. Assim que eu puder, vou postar fotos detalhadas para terem uma ideia do que falo, são mids de 4” customizados para esse projeto inclusive em 8ohms, cone de Kevlar e uma construção impecável. Um salto absurdo em relação aos 24 da Bravox que usava anteriormente. Achei uma foto no Blog deles e publico provisoriamente aqui, é o menorzinho da direita.

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Acontece que recebi os danados na sexta-feira anterior, com isso eu tinha apenas 7 dias para desmontar as LAFs, fazer um novo baffle com novas furações, pois eles são menores que os Bravox e possuem um “flange” completamente diferente o que me obrigava a fazer um furo por traz do baffle.

Alguém será que tem ideia do que isso representa, de trabalho, precisão e loucura quando falamos de 24 mids? Foram 2 dias trabalhando pesado só em tupia.

Quando finalmente consigo montar a primeira caixa na terça-feira, caramba foi um desastre, parecia ter uma bateria tocando junto com a caixa, um ruído em cada alto-falante que me deixou sem dormir por dois dias, simplesmente não entendia o que poderia ser e para piorar, não poderia me dar ao luxo de montar a segunda caixa sem resolver esse problema da primeira.

O problema agora era gigante, pois envolveria desmontar a única montada, remontar para somente depois montar o par completo e definitivamente já não tinha mais tempo para isso.  Finalmente na quinta-feira eu matei a charada do problema… como o baffle é muito grosso, e o furo justo, ao pressionar e parafusar, o terminais de ligação foram amassados para dentro, junto com esse pequeno movimento as cordoalhas ficaram frouxas e batiam no cone.. resumindo, quando tocavam, todas as cordoalhas batiam literalmente no cone fazendo um barulho insuportável por toda a caixa.

Tive que desmontar e refazer todas as furações, coisa da maluco pois a tico-tico não suportava a espessura do baffle e para piorar, uma penca de parafusos teimava em atravessar no caminho da tupia. Tinha que conciliar essa parte técnica, com um mínimo de cuidado estético para deixar apresentável, ou seja, envolvia pintar baffle cuidar de parafusos e ao final, tinha que tocar certo.

Para encurtar a história, coloquei o último parafuso, já no Sábado do evento por volta das 02:00h da manhã… deitei um pouco e botei tudo na Kombi para o evento, lá, somente lá fui ouvir as caixas pela primeira vez. Se não fosse um evento de DIY, certamente não as teria levado.

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Se você chegou até aqui, deixa eu falar ainda dos tweeters que estavam já na espera, um amigo fez upgrade do tweeter de suas caixas e por isso tive a oportunidade de pegar um par de ScanSpeak, par casado, uma coisa espetacular, um tweeter que assombra por sua resolução, detalhamento e capacidade de lidar com o evento musical, não lembro ao certo o modelo da caixa, mas é uma Verity Audio que é uma autentica caixa hi-end, como pode ser visto no link ao lado: http://www.verityaudio.com/en/

Eu tinha planejado um super acabamento para o tweeter, mas não deu tempo e espero fazer isso assim que possível. Pois bem, depois do evento não tive tempo de remontar o set das LAFs na sala, sendo que tem duas semanas que emprestei as Baubos para meu irmão e com isso, aproveitei para ligar somente a torre dos mids para fazer tudo, ver filmes, música e até brincar com subgraves, tudo isso com a intenção única de amaciar pois ainda estão claramente presos..acreditem, despejei potência nos pequenos e botei a casa para tremer, nunca poderia supor isso usando alto-falante de 4” mas ACOPLAMENTO é coisa de doido mesmo. 🙂

A parte ruim da história é que se apenas 1 mid já demora para amaciar, imaginem 24 unidades, a caixa simplesmente não amacia, melhorou muito mas é nítido que ainda nem começou o processo. Devido sua sensibilidade, por volta dos 98dBs mesmo em altos volumes, recebem pouca potência e cada alto-falante trabalha somente 1/12 de sua capacidade e isso complica tudo, tanto que já desisti de tentar abreviar esse processo, vou curtindo e daqui uns meses penso em novos ajustes quando certamente os MIDs estarão mais soltos e relaxados…

Também estou pensando seriamente em fazer um crossover passivo e um novo subwoofer casado para elas, possivelmente com 4 ou 6 de 10″ para ver no que pode acontecer… o tempo dirá, mas estão mostrando uma resolução e capacidade em revelar detalhes de uma forma simplesmente estonteante. Depois de alguns ajuste, o palco ficou com uma veracidade que poucas vezes já vi em minha vida e nem comento a dinâmica mesmo frente a grandes massas orquestrais.

Outro dia, tento dedicar um post somente a performance delas e irão entender o que falo.

2 Responses

  1. Anddre
    | Responder

    Renato, meu amigo, o seu desafio agora será descrever a conclusão do projeto.<br />Um Forte Abraço,<br />André

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