
Plinth em Madeira Maciça com um leve trabalho de Marchetaria
Nesse post faço um relato detalhado de como desenvolvi um gabinete novo em madeira maciça para o renomado e fascinante Technics SP10 MK2, um dos toca-discos clássicos mais reverenciados do mundo audiófilo.
- Trata-se de um toca-discos de acionamento direto (direct-drive), equipado com motor DC sem escovas controlado eletronicamente por servo e controle de quartzo — o que garante uma rotação extremamente estável e precisa.
- O prato é de alumínio fundido, com diâmetro de 320 mm e peso de aproximadamente 2,9 kg
- Opera nas velocidades de 33 ⅓, 45 e 78 rpm, com excelente consistência mesmo sob carga.
- O arranque é rápido: o prato alcança a rotação nominal em cerca de 0,25 segundos. A frenagem também é ágil, cerca de 0,3 s para parar a rotação.
- Tem baixo “wow & flutter” (0,025 % WRMS) e boa supressão de ruído e vibração, resultando em reprodução limpa e estável — características fundamentais para estúdios, rádios e hi-fi de alta fidelidade.

Os componentes
Tendo o SP-10 MK2 como estrela principal do projeto, servindo de base para 2 braços bem especiais que aproveito para colocar os links para os respectivos manuais.






O projeto
Que fosse simples, espartano sem perder alguma elegância. 🙂
Fiz em madeira maciça tendo o Cumaru como base principal e Tauarí nos frisos de marchetaria. O mais complicado é sempre achar as medidas tendo apenas o próprio toca-disco como elemento, pois envolve uma furação relativamente precisa e sempre tem muitas pegadinhas por conta do formato do chassi.




A marcenaria
Basicamente muita cola, junções e CNC. Cumaru é uma madeira extremamente dura e pesada, então, um trabalho fácil nunca é…







A parte final…
Algum tempo depois, muita poeira e paciência, eis que surge o trabalho completo. É muito bom ver esses componentes em roupagem nova.








