Baubo – Kit de Caixas Acústicas

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Party M3

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Baubo, o nome

Na mitologia grega, Baubo era considerada a deusa da alegria. O nome surgiu como uma brincadeira com o sentimento que tive ao escutar essa encantadora torre pela primeira vez. A sensação era exatamente essa: alegria.

Uma caixa que, desde os primeiros acordes, surpreendia pela naturalidade, equilíbrio e enorme prazer em ouvir música.

Em 2026, quase 16 anos depois de seu lançamento, ainda recebo fotos e vídeos de proprietários mostrando suas Baubos tocando firme e forte. É engraçado… o tempo passa e elas continuam arrancando sorrisos, exatamente como fizeram comigo quando nasceram.

Performance

A Baubo oferece uma performance arrebatadora em uma caixa acústica 100% nacional, adequada tanto para sistemas estéreo (2 canais) quanto para configurações multicanais.

Resultado de um projeto em Linha de Transmissão cuidadosamente desenvolvido e aperfeiçoado, a Baubo foi concebida para reproduzir música de forma natural, entregando graves de profundidade quase assustadora, com elevada resolução e praticamente livres de qualquer coloração. Um desempenho ainda mais impressionante quando se considera o uso de um alto-falante de apenas 6,5 polegadas.

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Nunca existiu uma fábrica. Existia uma sala, uma bancada, muita paciência e a vontade de fazer direito. Centenas de crossovers depois, continuo achando essa imagem difícil de acreditar.

A Baubo e o mercado

Ao longo do tempo, cerca de 300 unidades entre kist e montadas foram disponibilizadas e é tão fascinante quanto assustador imaginar que cada uma delas esteja à sua maneira, levando música de qualidade para uma família em algum lugar deste Brasil tão diverso, onde o custo final de uma caixa acústica pode ser um fator decisivo e quase sempre limitante.

Com a Baubo, essa bolha foi rompida. Existem exemplares em praticamente todas as classes e perfis de audiófilos, dos iniciantes aos mais experientes, nos sistemas simples e em outros de alto custo.

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Especificações

Impedância – Esse é possivelmente o tema mais curioso, complexo e ao mesmo tempo simples dessa divertida jornada. O problema é que a impedância varia com a frequência e normatizar uma reposta básica sobre isso pode não ser o mais correto.

Por favor, leia esse pequeno artigo que fiz sobre impedância e ao final entenderá o que estou falando.

Número de vias: 2
Woofer: Cone de Kevlar 6,5”
Tweeter: Titânio de 1”

Crossover: Capacitores de polipropileno com tolerância de 2% e indutores com precisão de 1%, bobinados em máquinas CNC.

Resposta de frequência: 35hz a 20000hz
Peso líquido: 22Kg por unidade
Dimensões:  88 x 22 x 25  (A x L x P)

Algumas Fotos

A Baubo Nasceu como projeto comercial?

Está com um tempinho livre? Então senta aí, porque essa história é curiosa…

O Nicolas, dono da NAR (a fabricante dos alto-falantes) em uma de suas viagens ao Rio de Janeiro resolveu aparecer aqui em casa de surpresa para me conhecer pessoalmente. Foi uma visita muito agradável. Conversamos bastante sobre áudio, projetos e alto-falantes. No fim do papo, ele abriu o porta-malas do carro, pegou um pequeno protótipo de alto-falante, colocou nas minhas mãos e disse, mais ou menos assim:

“Faz alguma coisa com isso”

Foi praticamente o mesmo que perguntar se macaco quer banana… Depois de muito estudar o falante, levantar seus parâmetros e realizar diversos testes eu decidi desenvolver uma pequena torre em Linha de Transmissão. Um gabinete completamente fora do convencional, mas que sob a minha visão, parecia combinar perfeitamente com aquele curioso protótipo.

Nascia ali a primeira Baubo e ela foi criada para uma única finalidade: Ser uma de minhas caixas acústicas.

Na mesma época, aconteceu um dos movimentos mais interessantes que já presenciei na internet. Um grupo de amigos do extinto HT Fórum organizou o DIY FEST Rio de Janeiro, um encontro que reuniu dezenas de apaixonados por áudio e projetos “faça você mesmo”. Imagine um enorme salão repleto de verdadeiros Professores Pardais, cada um exibindo suas próprias criações. Eu levei quase tudo em uma Kombi a partir daqui de casa. rsrsr

Foram dois dias de evento realizados em um importante centro comercial do Rio de Janeiro (Cittá América) com visitantes vindos de praticamente todos os estados do Brasil. Um sucesso absoluto, com fila para entrar.

E foi justamente ali que aconteceu o inesperado. Em meio a tantas caixas incríveis, as Baubos chamaram muito a atenção pois mesmo em um ambiente de aproximadamente 150 m², tocaram com enorme facilidade e impressionaram muita gente.

Terminada a exposição, começaram os pedidos. A minha ideia inicial era simplesmente disponibilizar o projeto gratuitamente. O problema é que praticamente nenhum dos componentes existia para venda. Eram protótipos, difíceis de encontrar e impossíveis de reproduzir por conta própria.

A pressão para que eu organizasse kits completos foi enorme. Resumindo a história?

Eu comecei a vender porque o mercado insistiu que eu vendesse, nunca foi o contrário.

Até hoje acho isso simplesmente incrível.

A resposta em graves é suficiente ou preciso ter um subwoofer no sistema?

Definitivamente tem uma resposta excelente em graves a ponto de excluir por completo qualquer necessidade de subwoofers. O que não podemos esquecer é que estamos falando de um alto-falante de apenas 6,5” que por razões físicas não tem como deslocar ar como faz um de 15”. Para música de qualquer gênero ela é mais que suficiente, salve exceções para filmes ou ambientes MUITO grandes em altos SPL, mas isso seria uma limitação de qualquer caixa acústica independente de marca ou valor.
Recomendo fortemente uma espiada nisso aqui.

Baubo vs Sublimes

Essa é uma das questões mais frequentes e sempre será complicado responder de forma satisfatória. Ambas possuem performance de ato nível, mas as Sublimes são mais complexas em todo o processo de fabricação, possuem um custo bem maior e necessitam de uma eletrônica relativamente forte e refinada para mostrarem de fato todo o seu potencial.  Já as Baubos, surpreendem justamente por conta de sua simplicidade e custos.

Alguma sugestão de amplificador?

Isso é sempre muito complicado pois os custos envolvidos podem variar de uma forma assustadora, mas se a ideia é ter algo muito justo e com excelente qualidade. Dá uma olhada nisso aqui. As caixas em si são relativamente dóceis e podem ser empurradas com facilidade pela maioria dos amplificadores.

Existe algum review feito por terceiros?

Uma busca no Google sempre apresenta coisas muito legais, no Youtube também e acho que deve ser o ponto de partida para ver muitas aventuras sem o meu olhar altamente suspeito. Aqui no site tem uma galeria com parte do que já foi feito Brasil a fora… rs

Posso alterar algum alto-falante do projeto?

Leia isso aqui.

Suporte tweeter

O tempo mostrou que o suporte do tweeter tem um importante papel na aparência final do gabinete e não foi a toa que muitas soluções foram criadas (devem ser conferidas na galeria dos usuários). Abaixo vou mostrar algumas possibilidades e soluções…

Recuo: Deixe um espaço de 25mm entre a face do tweeter e a face da caixa caso não tenha o rebaixo para o midbass. Se houver um rebaixo no mid de 6mm por exemplo, afaste a face do tweeter para 31mm.

Importante: Deixe o tweeter o mais próximo do midbass possível, evite soluções onde tenha que subir muito o posicionamento e com isso, aumentar a distância entre eles.

O Padrão

No Kit que envio, seguem as peças que mostro abaixo e que no meu entender, permitem uma solução simples, mas extremamente satisfatória e elegante. Sem complicação!

A Solução que disponibilizo, é receber, encaixar e instalar… 18cm x 6cm

A opção DIY, Certa vez eu bolei essa aqui que julgo muito interessante e de certa forma, ao alcance de qualquer mortal.

O famoso “Suporte Tijolo” – Basicamente MDF prensado em várias camadas.

Via CNC, estou bolando algo simples e que eu possa fazer com facilidade, caso tenha interesse, posso mandar o junto com o kit e o preço é quase dado.. 

O feltro

Alguns tem tido muita dificuldade de comprar “feltro betumado” em certos estados do Brasil, para facilitar, vou postar algumas fotos para ver se ajuda. Outros andam relatando a existência de diversas medidas para a espuma do tipo “casca de ovo” e por isso, coloco uma régua na foto para facilitar a visualização da medida/referência das que sempre uso.

Repare bem a foto do preenchimento.

Medidas: O feltro costuma ser vendido com 1M de largura, você irá precisar de 6 tiras medindo 90cm x 19cm para o par, ou seja, compre 1,20m

Como colar: Costumo usar cola branca em grande quantidade, alguma pressão e tempo suficiente para secar bem. Mas, se for em dia de chuva ou frio, isso pode ser um problema e alguns usuários estão reportando grande facilidade com o uso do ADESIVO SPRAY 76 da 3M.

Abaixo uma dica de solução que adotei no desenvolvimento de tela de proteção, uma forma elegante de conferir um ótimo acabamento ao produto final. Procure em lojas de tecido por “Elanca” um material que não custa mais R$ 3,00 o metro e é bem simples de comprar. Cuidado para não comprar o mesmo produto sobre o título de “tecido ortofônico” que sobre esse pomposo nome, pode chegar a quase R$ 30,00 o metro em lojas especializadas.  Coisas da vida…

A tela

Esse tipo de acabamento é muito usado por estofadores de móveis e consiste basicamente na criação de uma “vala” e depois o uso de grampos.  Para pender a tela no gabinete, pode usar imãs de neodímio que você compra com facilidade pela internet. Uma outra solução é prender com “presilhas para forração do Corsa” e que mostro algumas fotos em detalhes. O pino central é solto, eu retiro e uso o furo para prender na madeira com um parafuso que tenha uma cabeça ligeiramente maior que o próprio furo, na parte do gabinete, apenas faço um furo simples para o encaixe, funciona que á uma beleza…

E lógico, pode comprar os prendedores convencionais para esse tipo de situação, no Brasil é complicado achar mas na China ou ebay é super tranquilo.